Banco de Microorganismos

Apresentação

 

Banco de Microrganismos Aidar & Kutner - BMAK

Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Praça do Oceanográfico, 191 salas 125A e 127 A

Telefone: (11) 3091-6544

Contato:

Acervo: Coleção de Microalgas Marinhas

Cadastro SISGen: CF4970F

Histórico

 

O Banco de Microrganismos Aidar & Kutner (BMAK) do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, foi criado pelo Prof. Clóvis Teixeira na década de 1970. Posteriormente, a Profa. Dra. Elizabeth Aidar assumiu a coordenação do então chamado “Banco de Microrganismos Marinhos (BMM)”, dedicando-se à ampliação do acervo com o isolamento, purificação e manutenção de cepas de cianobactérias e fitoplâncton eucarioto até o ano de 2000, quando veio a falecer. Em junho de 2013, a coleção recebeu a atual denominação (BMAK) em homenagem às professoras Dra. Elizabeth Aidar e Dra. Myriam Bertha Burda Kutner, especialistas do IOUSP em taxonomia do fitoplâncton. O trabalho destes pioneiros teve continuidade e, hoje, o BMAK constitui o maior acervo de microalgas marinhas do Brasil, representando importante reserva de patrimônio genético, disponível para estudos de taxonomia, fisiologia, ecologia, ecotoxicologia, biotecnologia e outras linhas de pesquisa, para pesquisadores e alunos da USP , bem como de pesquisadores de outras instituições públicas e privadas de todo o Brasil.

Além da coleção, o BMAK conta com infraestrutura para realização de experimentos com cultivos de microalgas. Nos seus mais de quarenta anos de existência, atendeu a inúmeros alunos e pesquisadores que receberam treinamento, fizeram uso das microalgas e das instalações do BMAK para suas pesquisas. Várias coleções de microalgas brasileiras tiveram origem a partir da doação de inóculos do BMAK e mais de uma centena de instituições de ensino, pesquisa e empresas tiveram o apoio do BMAK.

Dentre as pesquisas mais recentes desenvolvidas no BMAK estão a prospecção para produção de biodiesel e etanol a partir de microalgas, estudos sobre respostas fisiológicas a condições de estresse (temperatura e contaminantes), utilização heterotrófica de resíduos como esgoto e vinhaça, produção de ração viva para aquicultura, produção de toxinas, produção de substâncias antitumorais, além da tradicional aplicação em estudos taxonômicos. Em função disso tudo, o BMAK é uma referência nacional no que se refere a cultivos de microalgas.

Objetivos

 

  1. Preservação dos recursos biológicos relativos ao fitoplâncton marinho em águas brasileiras;
  2. Apoio ao ensino e pesquisa nas áreas de taxonomia, biodiversidade, ecologia, fisiologia, ecotoxicologia e biotecnologia de microalgas marinhas;
  3. Otimização de cultivos para a maximização da produção de bioativos como pesquisa de base, visando o uso comercial e industrial das microalgas.

     

O Acervo

 

O BMAK conta com mais de 230 cepas de microalgas marinhas e estuarinas das classes Bacillariophyceae (diatomáceas), Dinophyceae (dinoflagelados), Haptophyceae, Prasinophyceae, Chlorophyceae, Chrysophyceae e Cryptophyceae, além de cepas de cianobactérias cocóides e filamentosas. A maior parte destas cepas foi isolada por pesquisadores do IOUSP em águas brasileiras, mas também temos cepas originárias de outras coleções inclusive de outros países. Todas as cepas têm um número de série e são mantidas em cultivos unialgais e não axênicos em meio Guillard f/2. A coleção está alocada em uma sala climatizada e em incubadoras com temperatura e fotoperíodo controlados.  

As instalações

 

Além da coleção, o BMAK conta com uma sala climatizada multiusuário, contendo oito bancadas nas quais é possível realizar cultivos de até 20L. Equipamentos como capela de fluxo laminar, autoclaves, microscópios, sistema de captura de imagens, estufas, muflas, balança analítica, liofilizador, medidores de luz, banho maria, banho de ultrassom e centrífuga refrigerada com 4L de capacidade estão à disposição dos usuários mediante agendamento. 

Serviços

  • Manutenção das cepas in vivo em bom estado fisiológico;
  • Fornecimento de inóculos das cepas;
  • Fornecimento de meio de cultivo ou de soluções estoque;
  • Depositório de cepas de microalgas marinhas e de água doce isoladas em águas brasileiras;
  • Disponibilização da sala climatizada para experimentos e equipamentos mediante agendamento;
  • Fornecimento de material didático para escolas desde o Ensino Fundamental até o Ensino Superior;
  • Fornecimento de treinamento e capacitação de pessoal para trabalhar com cultivos em escala laboratorial.

OBS.: O fornecimento de cepas é feito mediante condições estabelecidas na Portaria IOUSP número 58 de 2018.  Para a solicitação de cepas, necessitamos que a Carta de Solicitação de Cepas seja preenchida, assinada e enviada para a curadora da coleção (Dra. Flávia Saldanha-Corrêa) no e-mail . Ao solicitar cepas do BMAK, o interessado deve se comprometer a citar a origem da cepa e o seu código de identificação na coleção em qualquer publicação ou material que venha a ser produzido com o uso da cepa. Solicitamos aos destinatários das cepas que nos enviem cópias ou arquivos em pdf destas publicações.

Responsáveis

Curadora: Dra. Flávia Saldanha-Corrêa-

Técnicos de apoio: André Leonardo de Albuquerque Neves e Tomás Edison da Silva

Professores responsáveis: Dr. Frederico P. Brandini e Dr. Daniel E.L. Lemos

Departamento de Oceanografia Biológica do IOUSP

Diretora do IOUSP Profa. Dra. Elisabete de Santis Braga da Graça Saraiva

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